Integração

SISREG: como funciona o sistema de regulação do SUS

O SISREG — Sistema Nacional de Regulação — é o sistema informatizado do Ministério da Saúde para gestão da regulação do acesso aos serviços de saúde. Por ele, médicos solicitantes encaminham pedidos de consulta especializada, exame ou internação, e reguladores avaliam, priorizam e encaminham para os prestadores.

Para estabelecimentos que recebem pacientes pelo SUS por meio de regulação, entender como o SISREG funciona é essencial para gerenciar a fila de espera, confirmar atendimentos e vincular autorizações ao faturamento.

Este guia explica o fluxo do SISREG do ponto de vista do prestador e do solicitante.

Os papéis no SISREG

O SISREG tem perfis de acesso distintos:

  • Solicitante: médico ou unidade de saúde que faz o pedido de encaminhamento
  • Regulador: central de regulação municipal ou estadual que avalia e autoriza
  • Executante (prestador): estabelecimento que vai realizar o atendimento autorizado

O fluxo sempre passa pelo regulador — o médico não encaminha diretamente para o prestador. O regulador decide para onde o paciente vai, baseado na disponibilidade de oferta e na prioridade clínica.

Fluxo de uma solicitação ambulatorial

  • Médico da UBS identifica necessidade de consulta especializada e registra solicitação no SISREG com o diagnóstico (CID), especialidade e justificativa
  • Regulador avalia a solicitação, classifica a prioridade (eletiva, prioritária, urgente) e agenda no prestador disponível
  • Prestador recebe a agenda no SISREG, confirma a data com o paciente
  • Após o atendimento, o prestador confirma a realização no SISREG
  • O número da autorização gerado pelo SISREG é usado no faturamento (BPA-I ou APAC)

SISREG e faturamento

Para procedimentos que passam pelo SISREG, o número da autorização é campo obrigatório no faturamento. Sem o número correto, o BPA-I ou APAC pode ser rejeitado.

O prestador precisa garantir que o atendimento foi confirmado no SISREG antes de fechar o lote de faturamento. Atendimentos não confirmados no sistema podem gerar inconsistência entre a produção registrada e a autorizada.

Nem todos os municípios usam o SISREG — muitos têm sistemas próprios de regulação. O conceito é o mesmo, mas os detalhes operacionais variam.