TISS: o padrão de interoperabilidade dos planos de saúde
O TISS — Troca de Informação em Saúde Suplementar — é o padrão obrigatório para comunicação entre prestadores de serviço de saúde e operadoras de planos de saúde no Brasil. Foi criado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para padronizar a troca de informações entre esses dois atores.
Clínicas, hospitais e laboratórios que atendem convênios obrigatoriamente precisam se comunicar com as operadoras usando o padrão TISS para solicitações de guia, autorização prévia, faturamento e demonstrativo de pagamento.
Este guia explica o que é o TISS, as principais transações e o que o gestor do estabelecimento precisa saber.
O que o TISS padroniza
O TISS define o formato eletrônico para quatro grupos de transações:
- Solicitações: pedido de guia de consulta, internação, SP/SADT e honorários
- Autorização: resposta da operadora autorizando, negando ou solicitando complementação
- Faturamento: envio de conta hospitalar ou conta de SP/SADT para pagamento
- Demonstrativo de pagamento: retorno da operadora informando o que foi pago e o que foi glosado
Antes do TISS, cada operadora tinha seu próprio formato, o que gerava trabalho enorme para estabelecimentos que atendiam múltiplos convênios.
Guias TISS
As principais guias do TISS:
- Guia de Consulta (SP/SADT): para consultas médicas e serviços auxiliares de diagnóstico
- Guia de Internação: solicitação de internação hospitalar com dados do paciente e diagnóstico
- Guia de SP/SADT: para procedimentos ambulatoriais específicos com identificação do prestador e executor
- Guia de Honorários: faturamento de honorários médicos separado da conta hospitalar
Cada guia tem campos obrigatórios definidos pela ANS. Guia com campos faltando ou com formato incorreto é rejeitada pela operadora.
TISS vs. SIGTAP: a diferença de código
O TISS usa a terminologia TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar) para identificar procedimentos — não o SIGTAP. O código TUSS é diferente do código SIGTAP para o mesmo procedimento.
Sistemas de informação hospitalar precisam mapear os procedimentos para os dois contextos: código SIGTAP para faturamento SUS, código TUSS para faturamento via TISS com planos de saúde.
Misturar os dois sistemas gera rejeição imediata. Um estabelecimento que atende SUS e planos precisa ter clareza sobre qual sistema está usando para cada conta.